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Direito Imobiliário

O imóvel que você comprou, vendeu ou alugou está realmente seguro no papel?

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O que é, em resumo

Direito Imobiliário trata da titularidade, do uso e da circulação de imóveis: quem é dono perante a lei, o que pode ser feito com o bem, quais dívidas o acompanham e como uma transferência se torna definitiva. No Brasil, a propriedade de imóvel se adquire pelo registro no cartório competente, e não pelo contrato. Boa parte dos conflitos nasce exatamente dessa distância entre o que foi combinado e o que consta na matrícula.

Conteúdo revisado em por advogado inscrito na OAB/PR 8.131.

  • Matrícula do imóvel
  • Registro de Imóveis
  • Escritura pública
  • Contrato de gaveta
  • Usucapião
  • Alienação fiduciária (Lei 9.514/1997)
  • Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991)
  • Distrato (Lei 13.786/2018)
  • ITBI
  • Averbação de construção
  • Direito de preferência do locatário
Situações que atendemos

Se alguma destas descreve o seu caso, você está no lugar certo

Cada uma chega ao escritório com frequência. Reconhecer a sua ajuda a saber o que reunir antes da primeira conversa.

  • Dívida oculta apareceu depois da compra

    IPTU atrasado, condomínio, penhora ou execução do antigo proprietário que acompanha o imóvel.

  • Imóvel sem registro em seu nome

    Escritura não levada a registro, contrato de gaveta antigo ou inventário nunca concluído.

  • Obra ou construção não averbada

    Área construída que não consta na matrícula, impedindo financiamento e venda.

  • Inquilino que não paga ou não desocupa

    Aluguel em atraso, término de contrato sem devolução das chaves, fiador insuficiente.

  • Construtora atrasou ou não entregou

    Obra parada, entrega fora do prazo, cobrança de encargos indevidos, pedido de distrato.

  • Divergência de área ou limites

    Metragem diferente da matrícula, cerca fora do lugar, sobreposição com o vizinho.

  • Posse longa sem documento

    Ocupação mansa e pacífica por anos, sem título, com possibilidade de usucapião.

  • Imóvel em condomínio ou herança

    Vários proprietários que não se entendem sobre uso, venda ou divisão do bem.

Descrever a minha situação
Como conduzimos

Do seu relato até uma decisão informada

Sem promessa de resultado, que o Código de Ética da OAB veda. Com clareza sobre caminho, prazo e custo antes de qualquer contratação.

  1. Análise documental

    Matrícula atualizada, certidões do imóvel e dos vendedores, situação fiscal e ônus registrados.

  2. Identificação do risco real

    O que impede a transferência, o que gera responsabilidade e o que ainda pode ser corrigido antes de fechar.

  3. Correção ou medida

    Regularização, retificação, notificação, ação de despejo, adjudicação, usucapião ou distrato, conforme o caso.

  4. Registro e encerramento

    A conclusão só existe quando consta na matrícula. Acompanhamos até o registro final.

O que costuma ser necessário

Documentos que normalmente sustentam um caso de direito imobiliário

Não precisa ter tudo para conversar. Esta lista existe para você saber o que procurar.

  • Matrícula atualizada

    Certidão de inteiro teor emitida nos últimos 30 dias.

  • Contrato de compra, venda ou locação

    Inclusive contrato de gaveta ou promessa não registrada.

  • Certidões dos vendedores

    Distribuidores judiciais, trabalhista e fiscal, do vendedor e do cônjuge.

  • Comprovantes de pagamento

    Sinal, parcelas, IPTU, condomínio e ITBI.

  • Planta, memorial ou levantamento

    Quando houver divergência de área ou construção não averbada.

  • Comunicações com a outra parte

    Mensagens sobre entrega, reforma, prazos e valores.

O custo de não tratar

O que costuma acontecer quando o assunto fica parado

Não é alarme: são os desfechos mais frequentes quando a situação chega tarde ao escritório.

  • Comprar imóvel que responde por dívida alheia

    Débitos propter rem, como IPTU e condomínio, seguem o imóvel independentemente de quem os gerou. Execução contra o vendedor anterior pode alcançar o bem por fraude à execução mesmo depois da venda, se já existia ação em curso.

  • Pagar e não virar dono

    Sem registro na matrícula, quem pagou tem direito pessoal contra o vendedor, não propriedade. Se o vendedor falecer, se endividar ou vender de novo, a disputa se torna longa e incerta.

  • Perder o prazo do distrato

    Na compra na planta, a Lei 13.786/2018 disciplina prazos, tolerância e percentuais de retenção. Reagir tarde ao atraso costuma reduzir o que se pode exigir da construtora.

  • Locação sem garantia executável

    Fiador sem imóvel, caução não formalizada ou seguro vencido transformam a inadimplência em prejuízo praticamente irrecuperável, ainda que o despejo seja obtido.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam sobre Direito Imobiliário

Cada resposta é útil lida sozinha, e tem página própria para consulta e citação.

Comprei um imóvel e apareceu dívida do antigo dono. Quem paga?

Depende da natureza da dívida. IPTU e cotas condominiais são obrigações que acompanham o imóvel, então o novo proprietário responde perante o fisco e o condomínio, com direito de regresso contra o vendedor. Dívidas pessoais do vendedor, em regra, não alcançam o bem, salvo se houver fraude à execução, o que ocorre quando já existia ação capaz de levá-lo à insolvência no momento da venda.

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Contrato de gaveta tem validade?

Vale entre as partes como obrigação, mas não transfere propriedade. Quem tem apenas contrato de gaveta pode exigir judicialmente a outorga da escritura, por adjudicação compulsória, desde que comprove o pagamento. O risco é o tempo: se o vendedor morre, se endivida ou vende o imóvel novamente, a solução fica bem mais difícil.

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Quanto tempo de posse é preciso para usucapião?

Varia conforme a modalidade. A usucapião extraordinária exige quinze anos, reduzidos a dez com moradia ou obras produtivas. A ordinária exige dez anos com justo título e boa-fé, reduzidos a cinco em certas hipóteses. Há ainda a usucapião especial urbana, com cinco anos e área de até 250 m², e a familiar, com dois anos. Boa parte dos casos hoje se resolve na via extrajudicial, em cartório.

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O inquilino não paga. Em quanto tempo consigo o imóvel de volta?

A ação de despejo por falta de pagamento admite liminar para desocupação em quinze dias quando a locação não tem garantia idônea, mediante caução do valor equivalente a três aluguéis. Com garantia regular, o despejo segue o rito comum. O inquilino pode purgar a mora e evitar o despejo, pagando o débito integral no prazo legal.

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Posso desistir da compra de um imóvel na planta?

Pode, com consequências definidas pela Lei 13.786/2018. Na desistência sem culpa da construtora, há retenção de percentual do que foi pago, além de valores de corretagem e fruição, conforme o contrato e o regime do empreendimento. Quando o atraso é da construtora e supera a tolerância contratual, o comprador pode pedir a rescisão com devolução integral e imediata, além de indenização.

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Preciso de escritura pública para comprar um imóvel?

Sim, sempre que o valor superar trinta salários mínimos, salvo nas hipóteses em que a lei admite instrumento particular com força de escritura, como nos contratos do Sistema Financeiro da Habitação e nas alienações fiduciárias bancárias. Mas a escritura, sozinha, não basta: sem o registro na matrícula, a propriedade não se transfere.

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O que verificar antes de comprar um imóvel?

Matrícula atualizada, para conferir titularidade, ônus, penhoras e hipotecas; certidões dos vendedores e cônjuges nos distribuidores cível, trabalhista, fiscal e federal; situação do IPTU e do condomínio; regularidade da construção perante a prefeitura; e, em imóvel rural, o CAR e a georreferenciação. Essa checagem custa pouco e evita o litígio que se paga por anos.

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Meu imóvel tem construção não averbada. Isso é problema?

É, quando se pretende vender, financiar ou dar em garantia, porque o banco e o comprador consideram apenas a área registrada. Também gera exposição fiscal quanto ao IPTU e ao ITBI. A regularização passa por habite-se ou regularização municipal, CND da obra quando exigida, e averbação na matrícula.

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Herdei um imóvel mas o inventário nunca foi feito. O que fazer?

Enquanto o inventário não é concluído e o formal de partilha não é registrado, os herdeiros têm posse e direito hereditário, mas não propriedade individual, e o imóvel não pode ser vendido regularmente. Quando todos são maiores, capazes e concordes, o inventário pode ser feito em cartório, por escritura pública, o que é bem mais rápido que a via judicial.

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A construtora atrasou a entrega. O que posso exigir?

Verificado o prazo contratual e a tolerância, normalmente de cento e oitenta dias, o atraso além disso permite exigir indenização pelo período sem uso do bem, suspensão de encargos indevidos e, se preferir, a rescisão com devolução integral dos valores pagos, corrigidos. A escolha entre manter o contrato com indenização ou rescindir depende do estágio da obra e do seu interesse.

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Meu vizinho construiu invadindo meu terreno. Como resolver?

Primeiro se confirma o limite real por levantamento topográfico comparado à matrícula. Confirmada a invasão, cabe notificação e, se necessário, ação demarcatória ou reivindicatória. Quando a construção é de boa-fé e o valor construído excede o do solo invadido, a lei prevê solução indenizatória em vez de demolição.

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Vale a pena fazer usucapião em cartório?

Vale quando não há litígio e os confrontantes concordam. A via extrajudicial é mais rápida e previsível, mas exige ata notarial, planta assinada por profissional habilitado, anuência dos confinantes e certidões. Havendo oposição de qualquer interessado, o caminho volta a ser judicial.

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Quem paga o ITBI e as despesas da transferência?

Salvo pactuação diversa, o ITBI e as despesas de escritura e registro cabem ao comprador. É contratável de outro modo, mas convém que o contrato diga expressamente, porque essa é uma das divergências mais comuns na véspera da lavratura.

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O escritório atende imóveis rurais?

Sim. Além das questões urbanas, o escritório atua em imóveis rurais em Cascavel e região Oeste do Paraná, incluindo regularização, georreferenciamento, arrendamento e sucessão de propriedades rurais.

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Ver as 38 dúvidas de Direito Imobiliário

Detalhamento dos serviços em Direito Imobiliário 313 palavras · o texto completo da área

A importância e a atuação do direito imobiliário são fundamentais para a regulamentação das relações e transações envolvendo propriedades e bens imóveis, bem como a delimitação de suas responsabilidades. Confira abaixo os principais motivos que destacam sua relevância:

Nossos Serviços em Direito Imobiliário

Nosso escritório oferece uma ampla gama de serviços para atender às demandas relacionadas a imóveis. Confira as principais áreas de atuação:

1. Consultoria Jurídica

Oferecemos consultoria em questões como compra, venda, locação e financiamento, realizando a due diligence imobiliária para levantar a situação atual do imóvel, seu proprietário e outros interessados.

2. Elaboração e Revisão de Contratos

Elaboramos e revisamos contratos de compra e venda, locação e outros acordos imobiliários, garantindo que estejam em conformidade com a legislação e protejam os interesses das partes.

3. Regularização de Imóveis

Ajudamos na obtenção de registros, escrituras e licenças, assegurando que os imóveis estejam devidamente documentados e em conformidade com a lei.

4. Resolução de Conflitos

Atuamos na mediação, arbitragem ou litígios judiciais em caso de disputas relacionadas a imóveis, buscando soluções que atendam aos interesses dos nossos clientes.

5. Ação de Usucapião

Auxiliamos no processo de usucapião, permitindo que pessoas que ocupem imóveis de forma contínua e sem oposição regularizem sua situação e registrem a propriedade em seu nome.

6. Assessoria em Locações

Prestamos suporte a proprietários e inquilinos na elaboração de contratos de locação, resolução de conflitos, despejos e renovação de contratos.

7. Análise de Documentação

Realizamos análises minuciosas de certidões, matrículas e históricos de propriedades para identificar possíveis problemas que possam afetar transações imobiliárias, por meio da due diligence imobiliária.

8. Consultoria em Investimentos

Apoiamos investidores na análise de viabilidade de empreendimentos imobiliários, identificando riscos e oportunidades de mercado.

Por Que Escolher Nosso Escritório?

  • Especialização em Direito Imobiliário: Nossa equipe é composta por profissionais experientes na área.
  • Atendimento Personalizado: Oferecemos soluções adaptadas às necessidades de cada cliente.
  • Foco em Segurança Jurídica: Garantimos proteção total em suas transações imobiliárias.
Equipe do Reneu Simões & Corrêa, em Cascavel-PR
Quem lê o seu diagnóstico

Um advogado do escritório, não um atendimento automático

O que você responde aqui chega organizado a um advogado do Reneu Simões & Corrêa, que analisa antes do primeiro contato. A definição de quem conduz o caso é interna e leva em conta a matéria, a urgência e a fase em que a questão está.

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